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O que acontece no cérebro durante o meltdown?

  • Foto do escritor: Jésus Fillipi
    Jésus Fillipi
  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

O meltdown é uma resposta neurológica intensa que pode ocorrer em pessoas autistas ou com alta sensibilidade sensorial. Diferente do que muitos imaginam, não é birra, manipulação ou falta de limites. É o corpo dizendo “chega, não consigo mais lidar com tanto estímulo”.

Durante um episódio, o sistema nervoso entra em sobrecarga e perde a capacidade de processar informações e reagir racionalmente. O indivíduo pode gritar, chorar, se agitar, fugir ou simplesmente paralisar. Essas reações não são escolhas conscientes; são respostas fisiológicas a uma explosão interna de estímulos — sons, luzes, cheiros, emoções, expectativas, interações sociais.

Imagine um computador com dezenas de abas abertas que, de repente, trava. É mais ou menos o que acontece com o cérebro nesses momentos: ele precisa reiniciar.

Muitas vezes, por falta de informação, o entorno reage com broncas, cobranças ou comparações (“você tem que se controlar”, “isso é drama”). Essas atitudes não apenas não ajudam, como agravam o sofrimento e prolongam a crise.

Em situações de meltdown, o mais importante é oferecer segurança e acolhimento. Algumas ações simples fazem toda a diferença:

➡️ Reduza estímulos: abaixe o volume, apague as luzes, evite toques e falas desnecessárias.➡️ Garanta segurança física e emocional: certifique-se de que a pessoa está em um local seguro, sem risco de ferimentos.➡️ Fique por perto, sem pressionar: sua presença silenciosa pode ser mais reconfortante do que qualquer palavra.➡️ Use poucas palavras e tom calmo: frases curtas e tranquilas ajudam a diminuir a sobrecarga.➡️ Espere o corpo se regular novamente: o cérebro precisa de tempo para se reorganizar.

Compreensão é a chave. Quando as pessoas ao redor sabem identificar e manejar esses momentos, as crises tendem a se tornar menos intensas e menos frequentes. Acolher não é ceder, é reconhecer a vulnerabilidade do outro e oferecer o que ele mais precisa: calma, empatia e segurança.

Educar, conviver e cuidar de alguém com hipersensibilidade exige sensibilidade de ambas as partes. E quando há preparo, o que antes era visto como “crise” passa a ser entendido como um pedido silencioso de ajuda, que merece ser ouvido com o coração.


 
 
 

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